- Inicio
- Notícias Brasil - Política - Últimas Notícias
- Mendonça pede investigação de Moraes por abuso de autoridade e denunciação caluniosa
Notícias Brasil
Mendonça pede investigação de Moraes por abuso de autoridade e denunciação caluniosa
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça pediu que o presidente da Corte, Edson Fachin, avalie a possibilidade de instaurar uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes pelos crimes de abuso de autoridade e denunciação caluniosa
Gazeta do Povo
22 de setembro de 2026
- Inicio
- Notícias Brasil - Política - Últimas Notícias
- Mendonça pede investigação de Moraes por abuso de autoridade e denunciação caluniosa
Notícias Brasil
Mendonça pede investigação de Moraes por abuso de autoridade e denunciação caluniosa
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça pediu que o presidente da Corte, Edson Fachin, avalie a possibilidade de instaurar uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes pelos crimes de abuso de autoridade e denunciação caluniosa
Gazeta do Povo
22 de setembro de 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça pediu que o presidente da Corte, Edson Fachin, avalie a possibilidade de instaurar uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes pelos crimes de abuso de autoridade e denunciação caluniosa.
A manifestação de 76 páginas foi protocolada nesta segunda-feira (21), último dia do prazo concedido por Fachin. Ao concluir a introdução e passar à análise dos fatos, o magistrado diz que evitará “o uso de expressões inadequadas, de falácias argumentativas e de ataques etéreos e desprovidos de elementos concretos”.
A acusação de abuso de autoridade é baseada em dois artigos da lei de 2019 que trata especificamente do tema. Um deles prevê pena de seis meses a dois anos a quem “requisitar instauração ou instaurar procedimento investigatório de infração penal ou administrativa, em desfavor de alguém, à falta de qualquer indício da prática de crime, de ilícito funcional ou de infração administrativa”. O outro pode punir de um a quatro anos a autoridade por “dar início ou proceder à persecução penal, civil ou administrativa sem justa causa fundamentada ou contra quem sabe inocente”.
Já o delito de denunciação caluniosa é previsto no Código Penal como “dar causa à instauração de inquérito policial, de procedimento investigatório criminal, de processo judicial, de processo administrativo disciplinar, de inquérito civil ou de ação de improbidade administrativa contra alguém, imputando-lhe crime, infração ético-disciplinar ou ato ímprobo de que o sabe inocente”. A pena é de reclusão, de dois a oito anos, além de multa.
Os ministros protagonizam uma crise que culminou em uma sessão conturbada no dia 15 de setembro. Tanto nas falas durante a sessão quanto em documentos, os magistrados trocam acusações. De um lado, Moraes acusa Mendonça de direcionar investigações por motivos pessoais e políticos, interferir na condução das apurações e atuar irregularmente em tratativas de colaboração premiada. Ao longo do despacho, Mendonça nega ponto a ponto as imputações.
Do outro, Mendonça critica a resposta de Moraes por meio do inquérito das fake news e reitera a validade do relatório sobre as relações entre o ministro e o banqueiro Daniel Vorcaro. Moraes e aliados como o ministro Flávio Dino buscam argumentar que o relatório é nulo.
Críticas à decisão de Moraes
Mendonça chama de “virulenta e histriônica” a postura de Moraes ao usar o inquérito das fake news para questionar sua atuação, sob a alegação de que o relator do caso Master teria cometido improbidade administrativa, crime de responsabilidade e abuso de autoridade. A decisão foi monocrática, o que, em sua visão, violaria a Constituição e o Regimento Interno da Corte.
“O Ministro Alexandre de Moraes distorce o teor do ‘documento’, para imputar falsamente a este Ministro a prática de comportamentos que os próprios ‘relatórios’ atribuem às equipes policiais envolvidas”, diz um dos trechos.
O magistrado contesta o fato de que a decisão contra ele foi proferida em um processo que teria como objeto, na verdade, a divulgação de notícias fraudulentas que poderiam atingir a honra e a segurança dos ministros do Supremo e o vazamento de informações sigilosas.
“Ainda que o inquérito regimental possa alcançar pessoa com foro, o delegatário não pode ampliar só por si o objeto que recebeu. Portanto, não lhe cabia requisitar, pelo nome de membros da Corte, matéria estranha a esse objeto, nem concluir por “fortes indícios” contra um deles sem submissão ao colegiado”, argumenta.
Outro ponto questionado é a forma como as acusações foram enviadas. Moraes não determinou a retirada do relatório dos autos para criação de um novo procedimento à parte, apenas determinou o envio da decisão e dos anexos a Fachin.
Ele observa que não foram indicados fatos a serem apurados, autoridades ou indicação de quantos relatórios foram enviados ou quais informações motivaram a decisão.
Instrumentalização da PF
Para Mendonça, houve uma instrumentalização da Polícia Federal (PF) para produzir uma “documentação que é manifestamente desprovida de qualquer valor probatório”, o que caracterizaria desvio de finalidade. O magistrado questiona o teor dos documentos que, segundo ele, possuem não informações, mas “meros relatos unilaterais de membros da instituição, expondo impressões e opiniões” sobre suas decisões.
O ministro sustenta ainda que os relatórios criticavam a atuação das próprias equipes responsáveis pelas investigações e que essas supostas falhas teriam sido usadas, por vias indiretas, para questionar sua supervisão judicial. Segundo Mendonça, isso poderia colocar em risco a validade jurídica das investigações.
Mendonça pede íntegra do inquérito das fake news
Mendonça solicitou o acesso à íntegra do inquérito das fake news, uma vez que foi incluído na apuração. Ele chamou o inquérito de “interminável investigação” e destacou sua duração, que já supera sete anos. O processo segue em trâmite, mas agora está sob relatoria da Presidência.
“Nesse cenário, com todas as vênias, não é este Ministro aquele quem deveria ter sido incluído naquela interminável investigação, que se arrasta por mais de sete anos”, aponta.
O inquérito das fake news foi aberto em 14 de março de 2019, por uma portaria do então presidente do Supremo, Dias Toffoli. O ato de instauração foi validado pelo plenário por 10 votos a 1. A divergência foi do então ministro Marco Aurélio Mello, que considerou o inquérito inconstitucional, uma vez que não caberia ao Judiciário abrir uma investigação de ofício (sem pedido).
“O inquérito foi instaurado pelo Presidente, que fixou o seu objeto e delegou a condução ao prolator, e quem recebe uma delegação não pode alargar por conta própria o objeto que recebeu”, diz Mendonça.
Ministro pede proibição a relatórios de inteligência sobre ministros
O relator do caso Master pede que seja proibida a criação de relatórios de inteligência que analisem a conduta dos ministros e que se investigue a origem dos documentos citados por Moraes. Ele reitera que os relatórios não possuem data, assinatura ou mesmo o nome dos autores, apenas o nome do órgão responsável. Não apenas eles: Mendonça afirma que o documento destinado a formalizar o recebimento das cópias físicas está em branco no campo de recebimento no destino.
Moraes mandou a PF enviar todos os relatórios de inteligência que citassem algum ministro. A decisão ocorreu no mesmo 1º de setembro em que, com o levantamento do sigilo de um relatório, André Mendonça deflagrou o início da crise. Ele levanta dúvidas sobre como Moraes sabia que o órgão policial estava produzindo aquele tipo de análise.
Como resposta, recebeu documentos que, logo no início, continham o aviso de que não possuem valor probatório. Na decisão, Moraes afirmou que havia relatórios com citações expressas aos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Luiz Fux, Nunes Marques e a ele próprio. Mendonça, embora não estivesse nessa relação de nomes reproduzida na decisão, foi o ministro contra quem Moraes desenvolveu as imputações de irregularidades.
Créditos: Gazeta do Povo
Foto: Andre Borges/EFE
Últimas Notícias
Lula usa ONU para reafirmar críticas aos EUA e “ingerência externa” em eleições
As críticas, sem citar diretamente Trump ou os Estados Unidos, foram feitas durante o discurso de abertura da 81ª Sessão da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, em que o Brasil tradicionalmente inicia os debates. Logo após Lula, o presidente norte-americano também discursa por ser o país sede do órgão
Mendonça pede investigação de Moraes por abuso de autoridade e denunciação caluniosa
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça pediu que o presidente da Corte, Edson Fachin, avalie a possibilidade de instaurar uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes pelos crimes de abuso de autoridade e denunciação caluniosa
Europe mostra a dinâmica de seu hard rock com o novo single Come This Madness
A canção é a faixa-título do novo álbum, que tem a previsão de chegar ao mercado no dia 25 de setembro pelo selo Silver Lining Music
Siga nos
Leia também
As críticas, sem citar diretamente Trump ou os Estados Unidos, foram feitas durante o discurso de abertura da 81ª Sessão da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, em que o Brasil tradicionalmente inicia os debates. Logo após Lula, o presidente norte-americano também discursa por ser o país sede do órgão
A canção é a faixa-título do novo álbum, que tem a previsão de chegar ao mercado no dia 25 de setembro pelo selo Silver Lining Music
A autoridade monetária reafirmou que manterá “perseverança, firmeza e serenidade” para tentar levar as expectativas de inflação de volta às metas dos próximos anos
O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) afirmou nesta segunda-feira (21) que membros da equipe do candidato Flávio Bolsonaro (PL) o procuraram para tentar abrir uma janela de diálogo
Na mira do presidente argentino, está o projeto Sea Lion, para a exploração de uma reserva de petróleo localizada 220 km ao norte do arquipélago controlado pelo Reino Unido, mas que a Argentina reivindica como seu território
Vorcaro lembrou que havia um contrato com o escritório e pediu que fosse apresentado ao advogado “algum caso ou parecer” para dar andamento à relação profissional
O petista abre nesta terça-feira (22) a Assembleia Geral das Nações Unidas, logo antes do colega americano. Essa pode ser também sua despedida da cerimônia