- Inicio
- Notícias Brasil - Política - Últimas Notícias
- Flávio Bolsonaro diz que não reconhece resultado e vai pedir anulação da eleição
Notícias Brasil
Flávio Bolsonaro diz que não reconhece resultado e vai pedir anulação da eleição
A decisão do candidato do PL ocorre em razão da decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou por duas horas o período de votação
Gazeta do Povo
26 de outubro de 2026
- Inicio
- Notícias Brasil - Política - Últimas Notícias
- Flávio Bolsonaro diz que não reconhece resultado e vai pedir anulação da eleição
Notícias Brasil
Flávio Bolsonaro diz que não reconhece resultado e vai pedir anulação da eleição
A decisão do candidato do PL ocorre em razão da decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou por duas horas o período de votação
Gazeta do Povo
26 de outubro de 2026
O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que não reconhece o resultado do segundo turno e que vai pedir a anulação da eleição. O pronunciamento foi feito por volta das 22h40 deste domingo (25). A decisão do candidato do PL ocorre em razão da decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou por duas horas o período de votação.
O senador classificou a medida como “inaceitável” e disse que não reconhece o resultado eleitoral nas circunstâncias em que o pleito foi realizado. “É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram”, disse.
Flávio Bolsonaro salientou que a decisão foi tomada às 17h01. O senador criticou a atuação do ministro, já que ele não integra o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele acusou o magistrado de interferir nas atribuições da Justiça Eleitoral.
“Um ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, ex-advogado do Lula, dá uma canetada a pedido de um ex-sócio dele, e muda a regra do jogo no meio do jogo”, declarou.
O senador lembrou que Zanin foi advogado de Lula e afirmou que o ministro deu “uma canetada” e mudou “a regra do jogo no meio do jogo”. O candidato afirmou também que “isso nunca tinha acontecido na história do Brasil”
Zanin atendeu a um pedido da coligação de Lula, que apontou problemas com o transporte público em pelo menos nove estados: São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Roraima, Piauí, Paraíba, Pará, Paraná e Rio de Janeiro. Embora o pedido tratasse dessas unidades da federação, a decisão valeu para todo o Brasil.
Flávio argumentou que a prorrogação teria provocado uma quebra de isonomia entre eleitores de diferentes cidades e estados, uma vez que nem todas as localidades tiveram as urnas reabertas. Para o senador, a medida comprometeu a igualdade de condições entre os participantes da eleição. “Eu nunca vou saber se numa cidade onde as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter”, afirmou.
Ele disse ainda que fiscais do PL foram retirados da sala-cofre a partir do momento em que a decisão de prorrogar a votação foi tomada.
O pronunciamento de Flávio ocorreu na casa em que ele acompanhou a apuração dos votos, no Lago Sul, em Brasília. Estavam ao lado dele o candidato a vice na chapa, deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), a senadora eleita Bia Kicis (PL-DF), o senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP) e o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN).
O deputado federal reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG) e a coordenadora econômica da campanha, Daniella Marques, ex-presidente da Caixa, também estavam próximos.
Confira a declaração de Flávio Bolsonaro na noite deste domingo
“O que aconteceu hoje não foi algo normal. Um ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, ex-advogado do Lula, dá uma canetada a pedido de um ex-sócio dele, e muda a regra do jogo no meio do jogo. Às 17 horas e 1 minuto, o Ministro Zanin, que não faz parte do Tribunal Superior Eleitoral, atropelando a justiça especializada, toma uma decisão prorrogando por duas horas as eleições. Isso nunca tinha acontecido na história do Brasil.
Houve uma quebra total de isonomia entre os brasileiros de diversas cidades e de diferentes estados. Eu nunca vou saber se em algum estado onde as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter. É inexplicável o que aconteceu. Inclusive nas palavras de algum ministro aí que a própria imprensa publicou, que as eleições deveriam ter sido anuladas, nas condições que as coisas aconteceram nesse momento.
E o que eu tenho que falar aqui agora é que é impossível, é impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições. Não vou aceitar que a regra do jogo tenha sido mudada em cima do jogo, mais uma vez, pelos amigos do Lula do Supremo Tribunal Federal.
É inexplicável que isso tenha acontecido. As coisas acontecem do nada a pedido de um ex-sócio do próprio Zanin, e ele atende a um pedido por cima da justiça eleitoral. E outra coisa, detalhe que poucos sabem aqui: os nossos fiscais do PL foram retirados de dentro da sala-cofre a partir do momento que essa eleição foi tomada.
Então tem muita coisa para ser esclarecida antes de o Brasil simplesmente reconhecer essa sacanagem que ocorreu agora nessas eleições. Eu não vou desistir do meu Brasil. Espero que você queira desistir também não desista. Obrigado”.
Campanha de Flávio pediu prorrogação do prazo de votação ao TSE
A campanha de Flávio também pediu a prorrogação da votação neste domingo, mas fez a solicitação ao TSE, e não ao STF. O pedido foi encaminhado ao presidente da Corte Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, e previa a extensão do horário até as 19h em municípios de São Paulo, do Paraná e de Santa Catarina, entre eles a capital paulista e Curitiba, por causa de chuvas, alagamentos, interdições e quedas de energia.
A defesa do senador pediu ainda que a divulgação dos resultados só começasse após o encerramento da votação nessas cidades. Mas a liminar de Zanin, do STF, estendeu o horário em todo o país.
Números da eleição
Antes da fala do candidato, aliados conversaram com a imprensa. O senador eleito Mauro Mendes (União Brasil-MT) disse que “os números nos parecem um pouco estranhos”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) garantiu matematicamente a reeleição às 21h08, com 97,69% das urnas apuradas, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Naquele momento, Lula tinha 62.641.973 votos, 51,74% dos válidos, contra 58.436.437 de Flávio, 48,26%.
Com 100% das urnas apuradas, Lula registrou 51,79% dos votos válidos (64.256.232 votos), e Flávio Bolsonaro ficou com 48,21% (59.826.041 votos).
No primeiro turno de 2026, o senador havia terminado à frente, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.
Créditos: Gazeta do Povo
Foto: Carlos Moura/Agência Senado
Últimas Notícias
Dino e Gilmar defendem “união” e diálogo entre adversários após vitória de Lula
Em manifestações publicadas após a votação, os magistrados destacaram a importância da democracia e pediram que as disputas políticas deem lugar à cooperação entre os diferentes setores da sociedade
Deputados governistas pedem apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro perde a imunidade parlamentar em janeiro de 2027, quando termina seu mandato de senador. Para Duda Salabert, o parlamentar poderia tentar “fugir” do país para não responder aos inquéritos
Aliados de Flávio Bolsonaro reconhecem vitória de Lula e descartam anular eleição
O petista foi reeleito ao cargo com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do parlamentar, representando uma diferença de aproximadamente 4,4 milhões de votos
Siga nos
Leia também
Em manifestações publicadas após a votação, os magistrados destacaram a importância da democracia e pediram que as disputas políticas deem lugar à cooperação entre os diferentes setores da sociedade
Flávio Bolsonaro perde a imunidade parlamentar em janeiro de 2027, quando termina seu mandato de senador. Para Duda Salabert, o parlamentar poderia tentar “fugir” do país para não responder aos inquéritos
O petista foi reeleito ao cargo com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do parlamentar, representando uma diferença de aproximadamente 4,4 milhões de votos
É a primeira vez que o mecanismo é acionado desde março de 2020, quando a turbulência provocada pelo início da pandemia levou a uma série de interrupções no mercado brasileiro
A votação foi prorrogada por decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido das candidaturas do PT e PL e autorizou o funcionamento das seções eleitorais ainda abertas até as 19h
A declaração ocorre logo após o presidente Lula (PT) ser reeleito para seu quarto mandato enquanto o adversário, Flávio Bolsonaro (PL), questiona a extensão do período de votações pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin
O chanceler fez os comentários no X em resposta a um post do ex-premiê Yair Lapid, líder do partido oposicionista Yesh Atid, que afirmou que “mais dois aliados de Netanyahu foram derrotados em eleições nesta noite, devido a uma alta taxa de comparecimento às urnas e a um povo com orgulho nacional que não estava disposto a aceitar imposições externas”