- Inicio
- Economia - Notícias Brasil - Últimas Notícias
- Ministro de Lula chama ajuste fiscal de Flávio Bolsonaro de “ilusão barata”
Economia
Ministro de Lula chama ajuste fiscal de Flávio Bolsonaro de “ilusão barata”
Durigan criticou a proposta de ajuste fiscal atribuída ao senador e afirmou que cortes superiores a R$ 200 bilhões poderiam comprometer políticas sociais e investimentos estratégicos
Gazeta do Povo
9 de outubro de 2026
- Inicio
- Economia - Notícias Brasil - Últimas Notícias
- Ministro de Lula chama ajuste fiscal de Flávio Bolsonaro de “ilusão barata”
Economia
Ministro de Lula chama ajuste fiscal de Flávio Bolsonaro de “ilusão barata”
Durigan criticou a proposta de ajuste fiscal atribuída ao senador e afirmou que cortes superiores a R$ 200 bilhões poderiam comprometer políticas sociais e investimentos estratégicos
Gazeta do Povo
9 de outubro de 2026
O ministro Dario Durigan, da Fazenda, classificou como “ilusão barata” a reação positiva do mercado financeiro ao resultado do primeiro turno das eleições presidenciais, que colocou o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por uma diferença de pouco mais de dois milhões de votos.
Durigan criticou a proposta de ajuste fiscal atribuída ao senador e afirmou que cortes superiores a R$ 200 bilhões poderiam comprometer políticas sociais e investimentos estratégicos.
“É uma ilusão barata, uma ilusão vazia, que está se vendendo e o mercado tem comprado isso”, declarou Durigan em entrevista à CNN Brasil nesta quinta-feira (8).
Segundo o ministro, a proposta de Flávio, inspirada no modelo econômico do presidente argentino Javier Milei, prioriza a redução da dívida pública sem considerar outros indicadores econômicos. Para Durigan, o ajuste fiscal também precisa considerar crescimento econômico, emprego, balança comercial e projetos estratégicos.
“O modelo que o Flávio está inspirado é o modelo [Javier] Milei [presidente da Argentina], que é um modelo que quer responder com ansiedade a essa demanda única do mercado em relação à dívida sobre PIB”, afirmou.
O ministro ainda rejeitou as críticas de que o governo Lula gasta além do que arrecada e afirmou que ele e o ex-ministro Fernando Haddad trabalharam para reorganizar as contas públicas.
Como exemplos de contenção de despesas, Durigan citou o bloqueio de R$ 20 bilhões no Orçamento no ano passado, o congelamento de R$ 16 bilhões neste ano e a redução linear de 10% dos benefícios tributários.
Ainda durante a entrevista, Dario Durigan afirmou que um eventual quarto mandato de Lula buscaria superávits primários crescentes, com possibilidade de acelerar o ajuste fiscal. Para ele, a evolução da dívida pública nos últimos anos foi determinada principalmente pelos juros, e não pelo resultado primário, que é a diferença entre receitas e despesas do governo, descontados os juros da dívida.
Durigan também criticou a gestão fiscal do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmando que o endividamento público e o risco-país pioraram durante o mandato. Com isso, emendou as críticas ao suposto corte de mais de R$ 200 bilhões atribuído a Flávio Bolsonaro.
“Ninguém entendeu como será feito um corte de R$ 200 bilhões ano que vem”, afirmou acrescentando que representantes do mercado financeiro também não teriam compreendido a proposta.
Durigan argumentou que uma redução dessa magnitude atingiria praticamente toda a despesa discricionária do Executivo, formada por gastos que o governo pode administrar com maior flexibilidade. O ministro também alertou para riscos à descarbonização da economia, ao Minha Casa, Minha Vida, ao Fundo Social e ao financiamento habitacional com recursos do FGTS.
Em defesa da estratégia fiscal do governo, Durigan afirmou que a equipe econômica apresentou ao Congresso uma proposta orçamentária e projetos com metas de superávit primário para os próximos anos.
“Você vai matar o corpo a pretexto de vender uma ilusão, uma baforada de mau hálito para o mercado financeiro? Essa é a grande pergunta”, concluiu.
Créditos: Gazeta do Povo
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Últimas Notícias
Governo Trump impõe novas sanções ao TPI após ex-juíza da corte vencer Nobel da Paz
Segundo informações da agência Reuters, a medida desta sexta-feira visa punir empresas que prestam serviços ao tribunal
Lula promete participar de debates neste segundo turno e ampliar presença nas redes sociais
No primeiro turno, no último final de semana, Lula ficou atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com uma diferença de pouco mais de dois milhões de votos. Eles voltam a disputar a presidência da República no próximo dia 25
Ministro de Lula chama ajuste fiscal de Flávio Bolsonaro de “ilusão barata”
Durigan criticou a proposta de ajuste fiscal atribuída ao senador e afirmou que cortes superiores a R$ 200 bilhões poderiam comprometer políticas sociais e investimentos estratégicos
Siga nos
Leia também
Segundo informações da agência Reuters, a medida desta sexta-feira visa punir empresas que prestam serviços ao tribunal
No primeiro turno, no último final de semana, Lula ficou atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com uma diferença de pouco mais de dois milhões de votos. Eles voltam a disputar a presidência da República no próximo dia 25
A certidão de julgamento foi assinada nesta quinta-feira (8), logo após o término da sessão presencial. Já a decisão que negou a remoção das postagens de Flávio é de junho de 2026
A medida cumpre o cronograma estabelecido pelo governo federal após a decisão de tornar os sites de apostas esportivas e jogos on-line indisponíveis desde o início desta semana
Este evento histórico tomará conta do Hollywood Bowl em Los Angeles, Califórnia, Estados Unidos, em duas noites inesquecíveis e eletrizantes, nos dias 29 de outubro e 1º de novembro de 2026
Em nota, o Tribunal afirmou que, até o início desta tarde, foram registradas cerca de 30 mil manifestações com desinformação, exposição indevida de informações pessoais, discurso de ódio e ameaças veladas, inclusive contra familiares
A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu nesta quinta-feira (8) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão urgente do andamento de todas as ações indenizatórias em fase de execução decorrentes da antiga política estadual de fixação de preços no setor sucroalcooleiro