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“Não gostei, ninguém aprovou”, reage presidente do PL à carta de Flávio Bolsonaro
Valdemar foi autorizado por Moraes a visitar Bolsonaro nesta quinta-feira (29), em sua residência onde cumpre prisão domiciliar. Após o encontro, o dirigente político afirmou que Flávio não avisou ao partido e nem ao pai que pretendia deixar o país
Gazeta do Povo
29 de outubro de 2026
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“Não gostei, ninguém aprovou”, reage presidente do PL à carta de Flávio Bolsonaro
Valdemar foi autorizado por Moraes a visitar Bolsonaro nesta quinta-feira (29), em sua residência onde cumpre prisão domiciliar. Após o encontro, o dirigente político afirmou que Flávio não avisou ao partido e nem ao pai que pretendia deixar o país
Gazeta do Povo
29 de outubro de 2026
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, reagiu nesta quinta-feira (29) à carta divulgadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na véspera sobre sua viagem do Brasil aos Estados Unidos após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), cancelar seus passaportes.
Na tarde de quarta-feira (29), Flávio publicou uma carta em que se declarou “verdadeiro presidente eleito do Brasil” no segundo turno da eleição presidencial que deu a reeleição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Minutos depois, atualizou o texto em que recuou e se declarou “líder do Brasil”.
“Não gostei. […] Ninguém aprovou a carta do Flávio”, disse Valdemar a jornalistas ao chegar e ao sair da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília.
Valdemar foi autorizado por Moraes a visitar Bolsonaro nesta quinta-feira (29), em sua residência onde cumpre prisão domiciliar. Após o encontro, o dirigente político afirmou que Flávio não avisou ao partido e nem ao pai que pretendia deixar o país.
“[Na véspera], ele veio para ver o pai, nem o Bolsonaro sabia que ele ia. Ninguém sabia, eu também não sabia”, afirmou Valdemar a jornalistas.
Ele afirmou, ainda, que não conversou com Jair Bolsonaro sobre a carta do senador. Ao chegar no condomínio, mais cedo, afirmou que estava com saudades do ex-presidente.
“Há muito tempo que não vejo o Bolsonaro, estou morrendo de saudade. Vai ser boa a conversa, porque eu vou levar muitas novidades pra ele, contar como está toda a situação pra ele, vai dar tudo certo”, afirmou.
Entre as novidades que Valdemar teria contado a Bolsonaro está o que decidiu na reunião que teve com a ex-primeira-dama e senadora eleita, Michelle Bolsonaro (PL-DF), na última terça-feira (27). O encontro ocorreu horas depois de surgirem as primeiras informações de que Flávio havia deixado o Brasil — em uma operação para despistar a imprensa e a polícia, já que ele viajou efetivamente aos Estados Unidos apenas à noite.
Carta de Flávio
Na carta divulgada na tarde de quarta-feira (28), horas após desembarcar nos Estados Unidos com a esposa e as filhas, Flávio Bolsonaro se declarou o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, acusando o ministro Cristiano Zanin de ter beneficiado a campanha de Lula ao prorrogar a eleição de domingo (25) por mais duas horas. No entanto, o PL também pediu, naquele dia, a extensão do tempo de votação, o que foi igualmente atendido pelo magistrado.
Minutos depois, Flávio divulgou uma nova versão do documento retirando a menção a “verdadeiro presidente eleito” para “líder do Brasil”. A mudança, que não teve uma justificativa oficial, foi recebida pelo PL e aliados sob críticas, já que a vitória de Lula foi amplamente reconhecida inclusive por seu próprio partido.
“Quero deixar claro: não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece, pois calado, preso e censurado, como meu pai está, eu não poderia ser essa liderança e seríamos entregues ao teatro institucional de uma oposição castrada e controlada pela Suprema Corte repleta de serviçais do regime”, disse na carta.
Logo após as primeiras notícias da saída de Flávio Bolsonaro do Brasil, Valdemar convocou uma reunião de emergência do PL em Brasília para obter mais detalhes sobre a viagem. Apuração da Gazeta do Povo aponta que o encontro foi bastante tenso e que ele próprio se mostrou profundamente insatisfeito.
Ao final da reunião, o senador Rogério Marinho (PL-RN), que foi coordenador da campanha de Flávio, disse que foi surpreendido pela viagem e que não foi informado em nenhum momento sobre os planos do parlamentar de deixar o Brasil com a família.
Créditos: Gazeta do Povo
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
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