Os ministros barraram a imprensa no evento por duas razões principais.
1. A Lei da Magistratura proíbe juízes de dar entrevistas sobre casos em julgamento. O que alguns deles desrespeitam no dia a dia.
2. A imprensa replica as arengas deles nestes simpósios, principalmente quando visam politicamente o mesmo personagem. Fazem juras de fé democrática, como salvadores da “democracia imperfeita” brasileira.
Em palestras e entrevistas passaram a comprometer o tribunal com frases bombásticas e de pouca credibilidade: “Nós derrotamos o bolsonarismo”, “Nós atrapapalhamos o governo, mas para o bem”. Estas palestras repetitivas e de pouco aproveitamento, geralmente financiadas por empresários interesseiros, tem tido repercussões que comprometem o tribunal politicamente.
O público brasileiro tem tido pouca consideração pelos ministros, vaiando-os nas ruas de Lisboa e no aeroporto de Roma. Bloquear a imprensa deve ter machucado alguns ministros que amam um microfone, e com isto se destacam vaidosamente no conjunto deles.
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