- Inicio
- Economia - Notícias Brasil - Últimas Notícias
- Governo federal retém bilhões pagos por bets após proibir atividade no Brasil
Economia
Governo federal retém bilhões pagos por bets após proibir atividade no Brasil
Cada empresa pagou R$ 30 milhões por uma licença de cinco anos, mas a gestão atual alega interesse público e riscos sociais para manter os valores e extinguir as autorizações de imediato
Gazeta do Povo
30 de setembro de 2026
- Inicio
- Economia - Notícias Brasil - Últimas Notícias
- Governo federal retém bilhões pagos por bets após proibir atividade no Brasil
Economia
Governo federal retém bilhões pagos por bets após proibir atividade no Brasil
Cada empresa pagou R$ 30 milhões por uma licença de cinco anos, mas a gestão atual alega interesse público e riscos sociais para manter os valores e extinguir as autorizações de imediato
Gazeta do Povo
30 de setembro de 2026
O governo federal decidiu não devolver os R$ 2,55 bilhões arrecadados com as outorgas das casas de apostas, as chamadas bets, após proibir o funcionamento do setor no país por meio de uma medida provisória. Cada empresa pagou R$ 30 milhões por uma licença de cinco anos, mas a gestão atual alega interesse público e riscos sociais para manter os valores e extinguir as autorizações de imediato.
Por que o governo decidiu proibir as bets e manter o dinheiro das outorgas?
O Palácio do Planalto justifica a medida com base na supremacia do interesse público e na proteção da saúde da população. Segundo o governo, a atividade das bets desencadeou uma crise social e sanitária, citando o superendividamento das famílias e um aumento de 140% nos atendimentos do SUS relacionados ao vício em jogos, a chamada ludopatia. Na visão oficial, o custo social desses problemas supera os ganhos com impostos e taxas. Assim, a medida provisória extinguiu as licenças sem direito a ressarcimento, alegando que a atividade é incompatível com a proteção da infância e da renda.
Qual é o impacto jurídico dessa decisão para a União?
Especialistas alertam que a recusa em devolver os valores das licenças, que ainda teriam cerca de três anos de validade, fere o princípio da segurança jurídica. Ao mudar as regras de forma abrupta, o Estado brasileiro envia um sinal negativo para investidores internacionais, mostrando que autorizações federais onerosas podem ser revogadas sem compensação. Isso abre caminho para uma avalanche de ações judiciais pedindo indenizações por investimentos feitos, contratos assinados e lucros que as empresas deixaram de ganhar, o que pode gerar um passivo bilionário para os cofres públicos no futuro.
Como as entidades do setor de apostas estão reagindo à proibição?
As associações que representam as casas de apostas, como a ANJL, a Anseja e o IBJR, recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) com ações diretas de inconstitucionalidade. Elas acusam o governo de praticar um sequestro de ativos financeiros ao reter o dinheiro das outorgas e afirmam que a medida provisória não possui os requisitos de urgência necessários. O setor argumenta que agiu de boa-fé ao seguir as regras impostas pelo próprio governo meses atrás e que o encerramento imediato rompe compromissos assumidos com clubes de futebol, veículos de mídia e fornecedores de tecnologia.
O banimento das plataformas realmente acaba com o mercado de apostas?
De acordo com analistas do mercado, a proibição não elimina a demanda dos consumidores por apostas, mas pode causar um efeito colateral perigoso: a migração forçada dos apostadores para plataformas clandestinas operadas fora do Brasil. Nesse mercado ilegal, o Estado perde totalmente a capacidade de fiscalização e arrecadação de impostos. Além disso, os usuários ficam desprotegidos, sem acesso a ferramentas de jogo responsável, verificação de identidade ou limites de depósito, enquanto a União deixa de arrecadar bilhões que seriam destinados ao esporte, segurança e turismo.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
Créditos: Gazeta do Povo
Foto: Isaac Fontana/EFE
Últimas Notícias
Prefeitura e Defesa Civil mobilizam equipes para atender famílias atingidas pelo temporal em Cascavel
Após chuva de mais de 50 milímetros em pouco mais de uma hora, equipes trabalham desde a noite de terça-feira (29) para avaliar estragos, atender moradores e reduzir riscos; cerca de 50 ocorrências foram registradas
Clubes pedem que STF mantenha patrocínio com bets até o fim do ano
A manifestação desta terça-feira (29) foi direcionada ao ministro Luiz Fux, relator das ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs) protocoladas logo após o anúncio do presidente Lula (PT)
Mendonça vota para manter remoção de posts sobre Padroeira do Brasil
Desde a semana passada, a suposta retirada do título da santa vem sendo difundida nas redes sociais por simpatizantes da esquerda e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e negada por Flávio Bolsonaro
Siga nos
Leia também
Após chuva de mais de 50 milímetros em pouco mais de uma hora, equipes trabalham desde a noite de terça-feira (29) para avaliar estragos, atender moradores e reduzir riscos; cerca de 50 ocorrências foram registradas
A manifestação desta terça-feira (29) foi direcionada ao ministro Luiz Fux, relator das ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs) protocoladas logo após o anúncio do presidente Lula (PT)
Desde a semana passada, a suposta retirada do título da santa vem sendo difundida nas redes sociais por simpatizantes da esquerda e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e negada por Flávio Bolsonaro
A decisão ocorre justamente em meio a uma votação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de uma decisão do ministro André Mendonça que mandou remover postagens sobre o suposto fato envolvendo Flávio Bolsonaro
Mesmo fora do estúdio, a governadora foi alvo de críticas dos adversários por causa das operações do Banco de Brasília (BRB) com o Banco Master. O governo do Distrito Federal é o maior acionista do banco
A carta foi assinada pelos senadores Jeanne Shaheen, membro da Comissão de Relações Exteriores do Senado americano, Tim Kaine e Peter Welch
A decisão foi assinada nesta terça-feira (29) pelo juiz federal Anderson Santos da Silva e impõe multa de R$ 100 mil por dia em caso de descumprimento injustificado